sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Ciência e Mistério




Extraído da obra "Criteriologia - Uma Teoria do Conhecimento"
de Frei Pacífico de Bellevaux.


     Ciência e mistério parecem antagônicos e, entretanto, são duas noções inseparadamente vinculadas, e quem reconhece a Deus não sente a mínima dificuldade em aceitar os mistérios decorrentes da idéia de Deus.



     O que é mistério? Uma coisa impossível? Uma contradição? Uma afirmação contrária à razão? O que se aceita sem razão? Nada disto.


     O que é então? É uma verdade. Mas há duas ordens de verdades profundamente distintas e igualmente certas. A verdade percebida em sua luz direta, e a verdade conhecida numa luz reflexa, a verdade fenomenal e a verdade substancial, ou ainda a verdade dos princípios evidentes, e a verdade das conclusões legitimamente deduzidas. Ora, o mistério, em sua noção genérica, é verdade desta segunda ordem.

"O Intelectual Católico" - por Pe. Stanley L. Jaki

Por Pe. Stanley L. Jaki
Tradução: Wagner de Souza e Cristiano de Aquino


      A expressão "Intelectual Católico" parece supinamente ociosa, indicativa de alguma contradição. Não é ocioso escrever "católico" como "Católico" quando "católico" deveras corresponde a um juízo acerca do elenco universal dos valores e das realidades? E pode tal juízo verdadeiramente convir, se não for também um trabalho do intelecto?  

Falange Vermelha - Uma Retrospectiva

    Relatório do comandante Nelson Bastos Salmon, diretor do presídio da Ilha Grande durante a década de 70 quando surgiu o Comando Vermelho. Ninguém acreditou nas análises e informações apresentadas pelo militar. Em 1979, ele disse que o Comando Vermelho iria se transformar numa organização criminosa capaz de controlar presídios.


    Imagens retiradas do livro Comando Vermelho - A História secreta do Crime organizado de Carlos Amorim.


Erwin Panofsky - Arquitetura Gótica e Escolástica



   Dedicando-se ao esclarecimento da manifestação formal da catedral gótica e do manejo mutável das formas arquitetônicas no curso de seu desenvolvimento e procurando demonstrar o modo pelo qual os esquemas de pensamento escolásticos influenciaram a evolução do estilo e o manejo das formas, Panofsky deixa claro que estilo e evolução estilística não resultam da invenção de formas específicas, mas sim do manejo das formas, que é colocado numa relação causal com o pensamento de orientação escolástica.

   Erwin Panofsky (Hannover,1892 - Princeton, Nova Jérsia, 1968) foi um crítico e historiador da arte alemão, um dos principais representantes do chamado método iconológico, estudos acadêmicos em iconografia.

Barbara W. Tuchman - A Prática da História



    É uma obra atraente que demonstra o mundo de hoje mais interessado em conhecer a realidade dos fatos. Estudos e ensaios da historia sobre fatos históricos, bem como sugere o título. É uma obra escrita a partir dos anos 50, ao longo de algumas décadas, cuja leitura apaixonante, em linguagem simples e agradável, mescla o estilo de historiador com o de jornalista.

Didascálicon: Da Arte de Ler - Hugo de São Vitor



       Um mergulho na cultura da Idade Média, este é o Didascálion: da arte de ler, uma dos livros medievais mais lidos nos tempos atuais. Por ele, o leitor sintoniza-se com o universo de pensamentos humanos e divinos, que habilitavam as escolas e mentes estudantis do século XII. Pequena enciclopédia do saber e da sabedoria da época, este escrito de mestre Hugo de São Vítor emana e mantém um frescor que conforta e vivifica o homem moderno contemporâneo.

Série "Igreja Católica, Construtora da Civilização " - Legendada



    Série da EWTN apresentada pelo Historiador famoso Thomas E. Woods, autor do livro "Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental". Se perguntarmos a um estudante universitário o que sabe do contributo da Igreja Católica para a sociedade, a sua resposta talvez se resuma a uma palavra: “opressão”, por exemplo, ou “obscurantismo”. No entanto, essa palavra deveria ser “civilização”.

Filme "For the Greater Glory - The True Story of Cristiada"



    O maior número de mártires, em toda a história da Igreja Católica, vem do século XX. Entre os muitos martírios, encontramos os da Revolução Bolchevista Russa (1917), da Revolução Espanhola (1930) e o da Guerra Civil Espanhola, intitulada ‘Cristiada’ (1926-1929), na qual muitos cristãos foram martirizados.

   O filme ‘Cristiada’, rodado no México, mostra a realidade desconhecida por muitos católicos e é o filme mais assistido no país, mostrando o testemunho impressionante dos mártires.

"A Ronda dos Anjos Sensuais" de Reinaldo Moura



A RONDA DOS ANJOS SENSUAIS
Romance polêmico e intenso, escrito em 1935 pelo escritor gaúcho Reinaldo Moura


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"Mysterios" de José Severiano de Rezende



    "Mysterios" de José Severiano de Rezende 1ª edição Portuguesa de 1920.


    José Severiano de Rezende nasceu em Mariana, Minas Gerais, a 23 de janeiro de 1871 e faleceu em Paris no dia 14 de novembro de 1931. Iniciou estudos de Direito por um tempo, dedicou-se por um tempo ao sacerdócio, passando depois ao jornalismo, mudando-se para Paris onde redigia a seção “Lettres brésiliennes” do Mercure de France e onde casou-se com uma francesa. Polemista e panfletário, teria vivido na pobreza. Sua obra poética está consolidada no livro Mistérios (1920), que vão dos temas amorosos aos religiosos, além de poemas sobre animais.

"Aristo" de Rodrigo Octavio



      Raríssimo livro de 1906, considerada a primeira obra da prosa simbolista impressa no brasil com ilustrações sendo que alguns dos desenhos foram feitos por Raul Pompéia.


     "Aristo, publicado em 1889, deu ao seu author, Rodrigo Otávio, a singular precedência, o curioso ineditismo dos arautos da Idéia Nova. Antes da definitiva instauração do movimento em terras brasileiras, Rodrigo Otávio deu-nos n´esta sensibilíssima narrativa um modelo de Prosa Decadente, Symbolista, a que apenas "No Hospício" de Rocha Pombo pôde rivalizar. Pleno de intonações grandiloquentes, de modulações altissonates retiradas aos Salmos e Epinícios, "Aristo" permanecerá como o emblema d´uma literatura que nosso século, pífio e nulo, jamais tornará a produzir. " (Wagner de Souza)

"Grammatica Portugueza" de João Ribeiro


Livro de 1915 disponível para download:
"Grammatica Portugueza" de João Ribeiro

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Maquiavel Pedagogo - Pascal Bernardin



     Quais são as razões da profunda crise na escola? É possível encontrar uma espécie de vírus no gene de nossa sociedade e de nosso sistema educativo? Podemos concluir que é urgente uma redefinição do papel da escola e de suas prioridades?

   Inúmeros pais e educadores, testemunham, estupefatos, a revolução em curso. Interrogam-se sobre as profundas mutações que de forma acelerada vêm ocorrendo em nosso sistema educativo. Porém, nenhum governo, seja de direita ou de esquerda, vem à público esclarecer os fundamentos ideológicos dessas constantes reformas no ensino e tampouco se preocupam em apresentar, de forma clara, as coerências e os objetivos dos métodos adotados.

Escondido e Desprezado: "A Todo Transe!..." de Emanuel Guimarães

Por: Rodrigo Gurgel
A todo transe!… é um tipo peculiar de roman à clef: à parte o fato de pertencer a certo elogiável grupo — no qual encontramos, por exemplo, Os Buddenbrooks ou O sol também se levanta —, a obra de Emanuel Guimarães, publicada em 1902, permanece atual não apenas graças às qualidades literárias, mas porque sua “chave”, passados mais de cem anos, pode ser encontrada em Brasília ou nas assembléias estaduais, como se os políticos encobertos pelas personagens ainda estivessem vivos, cadáveres embalsamados por meio de alguma técnica miraculosa, capaz de mantê-los respirando e, principalmente, cometendo os mesmos delitos.
De fato, a semelhança entre o romance e as piores páginas do noticiário político chega a ser assustadora, mas não devemos nos prender a tal característica, pois ela apequena as virtudes desse livro injustamente esquecido, que nos ensina como a ficção pode descrever não só uma época, mas, partindo de fatos mesquinhos, retratar a índole duradoura da classe dirigente e a feliz alienação do povo.

O Problema do Negro

  

Extraído da obra "Invasão Vertical dos Bárbaros" de Mário Ferreira dos Santos.


     A primeira vista pode parecer que tratar do problema do negro aqui é tentar colocar um tema totalmente deslocado, em lugar impróprio. Mas veremos que tal não se dá, e que o tema do negro é de capital importância para o exame desta época que a caracterizamos como invasão vertical de bárbaros.

     A África, sobretudo a negra, esteve desde um long​o passado mergulhada no desconhecido para os europeus, e seus povos de cor alimentaram os campos de cativeiro, não só de europeus, que ali dominavam, como, sobretudo, dos próprios africanos, pois a escravidão negra não se pode atribuir aos europeus, porém muito mais aos próprios africanos, visto que esse instituto é mais de origem bárbara que de origem culta.

Reino Negro de Palmares - Mário Martins de Freitas


     "Reino Negro de Palmares" de Mário Martins de Freitas nos mostra um estudo sobre a escravidão no Brasil.

Giordano Bruno e o mistério da embaixada - John Bossy


    "Giordano Bruno e o mistério da embaixada" não é uma obra de ficção. Tudo nela é verdadeiro. Numa narrativa de suspense digna de John Le Carré, Frederick Forsyth e o Umberto Eco de "O Nome da Rosa", o professor de historia da Universidade de York, John Bossy, revela como a Salisbury Court, sede da Embaixada Francesa em Londres, reuniu agentes secretos cujo trabalho foi decisivo para o destino da Europa na segunda metade do século XVI.

Sexo Privilegiado - O Fim do Mito da Fragilidade Feminina - Martin Van Creveld



    Este livro defende uma tese incendiária: as mulheres, e não os homens, são o gênero privilegiado ao longo da história. Creveld, um historiador militar em Israel, não é nenhum louco misógino: sua argumentação é irretocável e a pesquisa, extensiva.

     O livro é organizado com muita clareza. Os capítulos, dedicados à vida econômica, à saúde, à seguridade social ou às questões militares, entre outros, apresentam os exemplos e argumentos e, no fim, uma conclusão que resume o texto anterior.

Ser Conservador - Michael Oakeshott



     O Gabinete de Estudos Gonçalo Begonha, de Portugal, publicou na internet o ensaio Ser Conservador (On Being Conservative, no original), do filósofo político inglês Michael Oakeshott, com tradução de Rafael Borges. Recomendo àqueles que se interessam pelo tema.


     Para entender apropriadamente os conceitos e afirmações de Oakeshott é preciso ter um conhecimento prévio do que significa termos como tradição, cultura, política e conservadorismo sob a perspectiva britânica.

The Pink Swastika: Homosexuality in the Nazi Party” - Scott Lively e Kevin Abrams


    The Pink Swastika: Homosexuality in the Nazi Party” (A suástica cor de rosa: homossexualidade no Partido Nazista ), dos americanos Scott Lively e Kevin Abrams (4a edição, 2002 ) e o documental “O Segredo de Hitler: a vida dupla de um ditador” do historiador alemão Lothar Machtan (Editora Objetiva, 2001), trazem à público uma bem guardada informação : Hitler era gay (!?) A suástica cor-de-rosa Ao ser publicado pela Veritas Aeterna Press em 1995, e nas sucessivas edições, o livro produziu o efeito de uma bomba nos sites gays da internet.

     Os autores mostram com “provas irrefutáveis” que a homossexualidade era o centro dos regimes nazista e fascista e que a elite nazista era constituída por homossexuais enrustidos.As diretrizes do Partido teriam sido traçadas em Munique – mais exatamente no Bratwurstgloeck, que seria conhecido nos dias de hoje como um bar gay. Muitos dos rituais e símbolos viriam de “organizações sodomitas”, entre elas a saudação “Sieg Heil” (Viva a Vitória!) e a logomarca dos SS. Segundo o livro, Hermann Goering caprichava na aparência, usando roupas exóticas e maquiagem pesada, mesmo sendo tido como um marido exemplar em seus dois casamentos.

A Revolução Industrial da Idade Média - Jean Gimpel



    No espírito dos nossos contemporâneos, a revolução industrial anda invariavelmente associada aos séculos XVIII - XIX. É neles que situam a renovação das fontes de energia, o progresso tecnológico e os fenômenos sociais a que então se assistiu, desde a proletarização dos trabalhadores até às suas reivindicações, às greves, às lutas de classe... Num livro de extraordinário interesse de profunda erudição, Jean Gimpel desmente este preconceito e mostra ser na Idade Média que deve situar-se, em rigor, a primeira revolução industrial - uma revolução industrial determinada pela renovação das fontes de energia, por um prodigioso progresso tecnológico, e a que não faltam os problemas sociais que acompanharam a sua homóloga dos tempos modernos. Também aqui se assistiu à proletarização deliberada e ao eclodir da luta de classes, traduzida em reivindicações e greves... É assim que nos surge uma Idade Média diferente, que, longe de ter sido um tempo de trevas, aparece aos nossos olhos como um dos períodos mais fecundos da história dos homens.

Minha formação - Joaquim Nabuco

     "A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil" - escreveu Joaquim Nabuco numa passagem central, e desde então muito citada, de Minha formação. Publicadas em forma de livro em 1900, estas memórias são ainda hoje um dos documentos mais belos e instigantes sobre a formação de um intelectual e homem público brasileiro.

      Passo a passo, de maneira não linear, mas seguindo o fluxo dos afetos e das inquietações da inteligência, Nabuco desenha aos olhos do leitor sua infância num engenho da zona do Cabo, em Pernambuco, os estudos em São Paulo e Recife, as leituras, as campanhas políticas durante o Segundo Reinado, o impacto de metrópoles como Londres, Paris ou Nova York e, cerne de sua atuação, o seu compromisso profundo com a libertação dos escravos, a questão crucial do país no último quarto do século XIX.



Régine Pernoud - Luz Sobre a Idade Média


     "Idade das trevas" ou "época de obscurantismo" são alguns dos slogans que mais ouvimos nas escolas quando o tema é sobre a Idade Média. A autora reage contra estes preconceitos, revelando a riqueza do período medieval. No campo da literatura, refere-se a epopéias como a Canção de Rolando, aos romances de cavalaria, à novela amorosa, à poesia, às farsas, às fábulas. Evoca o desenvolvimento artístico desta época, assim como aspectos menos conhecidos, como o interesse às ciências e à medicina que tiveram grande desenvolvimento nesse período.