quarta-feira, 6 de agosto de 2014

"A Escola de Frankfurt", de Rolf Wiggershaus



    A "Escola de Frankfurt", como é conhecida uma das mais importantes tendências filosóficas e de teoria sociológica do século XX, foi uma extraordinária - talvez única - interligação entre trabalho e ação de destacados intelectuais de esquerda, a saber: Horkheimer, Adorno, Benjamin, Marcuse, Fromm, Habermas, Neumann, Kirchheimer, entre outros, que representam décadas de reflexão sobre a patologia do moderno, ainda hoje presentes na combativa reivindicação por um mundo melhor, emancipado e sem preconceitos. Esta primeira apresentação geral da Escola de Frankfurt, famosa como um trabalho paradigmático sobre o tema e obra-prima da historiografia das ciências sociais, segue a "improvável" história desse grupo de intelectuais, desde a fundação do Instituto de Pesquisas Sociais da Escola de Frankfurt, patrocinado por Felix Weil, filho de um milionário, na antiga República de Weimar, até a morte de Adorno e o surgimento de uma nova geração de "teóricos críticos", contemporâneos dos movimentos de protesto do final dos anos 60 e início dos 70, passando tanto pelo período de uma nova orientação e do conflituoso exílio americano do Instituto sob a direção de Horkheimer quanto pela fase republicana do retorno a Frankfurt am Main. Sem jargão acadêmico e narrado de forma a prender a atenção do leitor, o livro traça uma reconstrução crítica, entrecruzando biografias, a história do Instituto, a evolução de teorias e a descrição do meio científico, assim como o seu pano de fundo social e político. O AUTOR Rolf Wiggershaus nasceu em 1944, em Wuppertal. Depois dos estudos de filosofia, sociologia e literatura, defendeu a tese "A propósito da noção de regra na filosofia da linguagem", sobre Wittgenstein, Austin e Searle. Dedicado essencialmente à filosofia e à teoria da sociedade, foi responsável, particularmente, pela edição da coletânea Sprachanalyse und Soziologie (Análise Lingüística e Sociologia), em 1975. É também autor de textos sobre Adorno e Horkheimer, na coletânea editada por O. Höffe, Klassiker der Philosophie (1981).

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Ciência e Religião em Crise de Identidade


Por Stanley L. Jaki

Tradução: Cristiano de Aquino e Wagner de Souza
Texto Original : http://goo.gl/Jaoiqr


      Há cerca de trezentos anos, não eram poucos os cientistas que falavam de ciência e religião unidas numa sagrada aliança. Dois séculos mais tarde, os teólogos escarneciam da guerra em que pareciam ambas eternamente empenhadas. Hoje, muitos teólogos e alguns cientistas referem-se à mútua relação entre ciência e religião, essas duas forças primordiais da vida humana.

sábado, 19 de abril de 2014

Os cientistas e a filosofia – Entrevista com Stanley Jaki

Pe. Stanley L. Jaki
Por Molly Baldwin e Patricia Pintado Mascareño

Nesta entrevista, o Dr. Stanley Jaki – autoridade mundialmente reconhecida em História e Filosofia da Ciência – fala sobre as relações (nem sempre pacíficas) entre o trabalho científico e as questões filosóficas e religiosas que estão na base de toda a Ciência.




"Idéias têm Consequências", de Richard M. Weaver




      Em um livro que se tornou um clássico, Richard M. Weaver diagnostica impiedosamente as doenças de nossa época, oferecendo uma solução realista. Ele afirma que o mundo é inteligível e que o homem é livre. As catástrofes de nossa época não são produto da necessidade, mas de decisões pouco sábias. Uma cura, ele sugere, é possível. Ela encontra-se no uso correto da razão, na renovada aceitação de uma realidade absoluta e no reconhecimento de que as ideias – como as ações – têm consequências.

"Brilhantemente escrito, audaz e radical... Este livro deixará o público chocado, e o choque filosófico é o princípio da sabedoria."
Paul Tillich

"Um diagnóstico profundo da enfermidade que assola nossa cultura."
Reinhold Niebuhr

"A explicação que Richard M. Weaver dá do colapso do homem moderno é a melhor em muitos anos."
John Crowe Ransom

sexta-feira, 18 de abril de 2014

"Fuga do Campo 14", de Blaine Harden



       Shin Dong-hyuk nasceu e cresceu no Campo 14, um dos imensos complexos destinados a presos políticos da Coreia do Norte. Seus residentes estão condenados a trabalhar até 15 horas por dia, sofrendo fome e frio, sujeitos a uma rotina de violências sumárias – aos 13 anos, Shin assistiu à execução da mãe e do irmão mais velho por tentarem escapar. De lá, ninguém foge. Existe apenas uma exceção. Determinado a descobrir como é a vida do outro lado da cerca eletrificada, Shin supera todo tipo de dificuldade e consegue deixar a Coreia do Norte. Mas as marcas do passado ainda estão em seu corpo e assombram sua mente, pois durante muitos anos ele guardou um terrível segredo. Em "Fuga do Campo 14", o jornalista Blaine Harden lança luz sobre uma realidade sinistra, que até então permanecia oculta e impenetrável ao olhar do Ocidente. Com sensibilidade, ele acompanha a impressionante jornada de Shin rumo à liberdade."

segunda-feira, 31 de março de 2014

Mídia Sem Máscara na TV

      O Mídia Sem Máscara na televisão era exibido em 2004 em dois canais para as cidades de Curitiba e São Paulo, pela TV Millennium em SP e Canal 21, TVA e NET Curitiba. Graças ao nosso amigo Marco Aurelio Ratacheski que gravava estes programas, podemos ter acesso a estes vídeos que são de uma riqueza sem tamanho com o Olavo, o Monir e alguns colunistas do MSM. Espero que os vídeos sejam tão valiosos para vocês como foram para nós, obrigada Marco pelo material e Fernando Podgurski que ajudou a postar. Encerramos com dezenove programas, o programa nove não pode ser recuperado e alguns infelizmente estão cortados.


Kathren Silveira


sexta-feira, 28 de março de 2014

"Stalin´s War", de Ernst Topitsch


Resenha de Dennis Nayland Smith

     Poderia haver alguma dúvida real acerca do principal motor nos eventos tumultuosos de 1933-1945? Da grande maioria dos historiadores profissionais até um joão-ninguém grudado na tela da TV, a resposta seria: "Hitler, é claro." De acordo com este ponto de vista universalmente aceito, Hitler, com o apoio de Mussolini e os senhores da guerra japoneses, habilmente orquestrou os incidentes políticos e militares que levaram à eclosão da Segunda Guerra Mundial.

     Mas mesmo esse truísmo está agora sob ataque por revisionistas. Um proeminente entre aqueles a questionar o papel desempenhado por Hitler é Ernst Topitsch, cujo livro, Stalin´s War, acaba de aparecer em tradução Inglesa nos Estados Unidos, publicado pela respeitosa Editora St. Martin Press.

quinta-feira, 20 de março de 2014

"Maldita Guerra", de Francisco Doratioto



   O autor desmonta mitos sobre a guerra do Paraguai e apresenta revelações surpreendentes sobre a história de brasileiros, paraguaios, argentinos e uruguaios. A obra relata o duro cotidiano das tropas aliadas e apresenta toda a dinâmica da guerra.

      Escrito em linguagem clara e objetiva, este livro é fruto de quinze anos de pesquisas em arquivos e bibliotecas do Brasil, do Rio da Prata e da Europa. Francisco Doratioto, graduado em história pela USP e doutor em história das relações internacionais pela Universidade de Brasília, viveu durante três anos no Paraguai, o que lhe permitiu visitar locais e conhecer a memória oral ainda existente sobre a guerra. A utilização de fontes tão diversificadas resultou em descobertas surpreendentes e na recuperação de informações publicadas no final do século XIX e começo do XX.

quarta-feira, 12 de março de 2014

O que Nunca Disse Sto. Tomás de Aquino acerca das mulheres

Por Michael Nolan
Tradução: Cristiano de Aquino e Wagner de Souza


     Se a primeira vítima da guerra é a verdade indesejável, a primeira ferramenta do descontente é a mentira estimada. E tais mentiras se estão a praticar em torno de Sto. Tomás de Aquino. Cito, aqui, duas que freqüentemente são encontradas na literatura feminista: a de que alega ele que as mulheres são homens defeituosos, e a que afirma que o embrião humano masculino recebe uma alma racional mais cedo que o feminino. Sto. Tomás de Aquino em parte alguma fez a segunda alegação, e quanto a primeira, não somente não a postulou, mas a negou por nada menos que seis vezes.

sexta-feira, 7 de março de 2014

"Greek philosophers As Theologians: The Divine Arche", de Adam Drozdek

Por Wagner de Souza


      Inventariando a reflexão theológica dos philósophos gregos, desde os Pré-Socráticos ´té o alborecer do período helenístico, Adam Drozdek nos offerece, n´este seu monumental "Greek philosophers As Theologians: The Divine Arche", um lauto painel sobre que vemos desenvolver-se o conceito de Deus entre os Gregos e sua concomitante significação Éthica e Escatológica. Não obstante seja outra a linguagem de que se serviam, em Anaxágoras, por exemplo, ou outra e de sofismada importância seja a reflexão theológica, em Demócrito, inda outro seja o aspecto racional d´esta reflexão, entre os Sophistas, foi de summa importância a theologia para o pensamento grego de então. Livro indispensável aos que mui zelosamente buscam a verdade.

quinta-feira, 6 de março de 2014

O que foi o Malleus Maleficarum? A Igreja e a Inquisição o aprovaram?

Por Carlos Spitzweg
Postado originalmente no site Logos Apologética


    É uma das acusações mais frequentes em antiteístas antirreligiosos (mormente os anticatólicos), com sua costumeira desinformação sobre temas históricos, Inquisição, etc. de que o “Malleus Maleficarum” foi um “manual da Igreja” para combater “hereges”. Vamos ver a veracidade ou não dessas alegações.

"The Panarion of Epiphanius of Salamis" - Tradução de Frank Williams

Por Wagner de Souza


     Santo Epifânio, Bispo de Salamina p´lo IV século, é dos mais aguerridos polemistas da história da Igreja. Cá, no seu portentoso "Panarion", elle consagrou-se integralmente a refutação das muitas heresias que medraram desde o alborecer do cristianismo ´té o IV século. Apaixonado panegirista da Ortodoxia, Sto Epifânio não faz concessões, é feroz adversário da Gnose e dos Judeus-Cristãos heréticos. Sua indisputável erudicção, a que incensou o grande São Jerônimo, aparelhou-o para o cometimento de ferozes controvérsias. Em brilhante traducção de Frank Williams este livro é volume que há interessar Patrólogos, historiadores, leigos e todo o homem a quem interessa apenas a verdade.

"Pleasure and the Good Life: Plato, Aristotle, and the Neoplatonists", de Gerd Van Riel

Por Wagner de Souza


     Oscilando entre os dous lindes da concepção clássica do prazer, a de Platão e de Aristóteles, Gerd Van Riel faz admirável análise do hedonismo. Empós uma sucinta e penetrante digressão sobre o Epicurismo e Estoicismo, Riel faz notável contraste entre as ilações do Neo-Platonismo em Plotino e Proclo, concernentes ao problema do prazer, e o originalíssimo ponto de vista do "Comentário de Damáscio Sobre o Filebo de Platão". Riel conhece o limite definitivo ao Hedonismo Clássico, que apenas a vida do philósopho é virtuosa e, pois, apenas ella nos pode dar a última felicidade, e assim elle nos deu importante contribuição ao definitivo entendimento do assumpto.

"Dictionnaire des Philosophes Médiévaux", de Benoît Patar

Por Wagner de Souza



     Sínthese pouco mais ou menos completa das Doutrinas capitais da Antiguidade agonizante e da Média Idade, este "Dictionnaire des Philosophes Médiévaux", de Benoît Patar, está destinado a figurar entre as inestimáveis contribuições aos estudos medievais. Pedro Abelardo, Duns Scot, Buridan, Ockham, Thomas D´Aquino, etc, a par de eminentes philósophos árabes como Al-Fârâbî, Avempace, Avicena, Averrois, e judeus como Maimônides, Gersónides, tanto quanto Sábios, Traductores e Mysticos seus contemporâneos constam, aí, entre os contemplados neste volume. É obra de insophismável importância e deve postar-se entre as que são indispensáveis a uma boa educação.

quarta-feira, 5 de março de 2014

"Theophany", de Eric D. Perl

Por Wagner de Souza


     Eric D. Perl n´este seu "Theophany" faz brilhante exame, profunda análise da obra de Pseudo-Dionísio, o Areopagita. Sem cederàs tentações d´uma estéril crítica textual, sobre a qual repousa a literatura acadêmica sobre o Areopagita, Eric D. Perl oferece-nos penetrante análise philosóphica em que melhor sublinha o Neo-Platonismo de Proclo e Plotino, fundamento da obra de Dionísio. Há em "Theophany" uma apaixonada leitura do Pseudo-Dionísio, uma enthusiástica compreensão do Neo-Platonismo que melhor acentuam os contornos eruditíssimos d´este trabalho.

"Retórica a Herênio" - Tradução de Adriana Seabra e Ana Paula Celestino)

Por Wagner de Souza


    As Sra Adriana Seabra e Ana Paula Celestino Faria fizeram imenso serviço às Letras Pátrias dando-nos esta exemplar traducção d´um fundamental monumento que nos legou a Antiguidade Clássica. Documento vastamente compulsado durante a Média Idade e cujo prestígio, na história da tradição, rivaliza com os escriptos de Quintiliano, de Horácio e do Pseudo-Longino é esta Retórica a Herênio volume indispensável a bibliotheca de quem quer que se imponha uma prestigiosa educação humanística.

"Philosophia Antiqua", de Noël Aujoulat

Por Wagner de Souza


    A ascendência assoberbante do Cristianismo sobre o seu cálamo e o refinamento da exegese do Platonismo que lemos em Hiérocles d´Alexandria é o tema d´este notável volume de Noël Aujoulat. As afinidades da obra de Hiérocles com a de Proclo e d´alguns dos mais prestigiados authores cristãos como Orígenes, Nemésio e outros, são também aspectos admiravelmente tratados por este livro de que temos excelentes lições a extrair.

"Augustine´s Early Theology Of The Church", de David C. Alexander

Por Wagner de Souza

       O Período entre a conversão de Sto. Agostinho, em 386, ´té sua entrada para o clero, em 391, é tomado, neste admirável volume de David C. Alexander, como elemento fundamental para a compreensão de suas contribuições eclesiásticas. Para além das questões de seu neo-platonismo e de suas notáveis contradicções, de que amiúde acusam a Sto Agostinho, este livro propõem uma refinada exegese de sua primeira sínthese teológica. Volume indispensável, aos que melhor pretendem compreender as subtilezas do pensamento de Agostinho é mister lê-lo e guardá-lo.

"Philo in Early Christian Literature", de David T. Runia

Por Wagner de Souza


     O Lento processo de infiltração dos escriptos de Fílon de Alexandria na redacção do Novo Testamento e na obra dos primeiros escriptores cristãos é o tema d´este brilhante trabalho do Prof. David T. Runia. A compreensão que d´eles tiveram os pais da Igreja Latina e Grega, entre elles, Clemente, Orígenes, Dídimo, Eusébio, Gregório de Nissa, Ambrósio e Agostinho é minuciosamente examinada, aqui, dando-nos vastíssimo painel de sua exegese ´té o alvorecer do V século.

"Eros ans Magic in the Renaissance", de Ioan P. Couliano

Por Wagner de Souza.



É neste monumental trabalho de Ioan P. Couliano que melhor se nos revela o íntimo liame que ao equívoco erotismo renascentista ligava a magia natural. Essencialmente herético o tirocínio da magia é para Couliano uma paragonia das modernas concepções da Engenharia Social e da Psicanálise. É livro que nos convida a penetrantes ponderações acerca do sentido histórico e do valor cultural da Magia Naturalis...

segunda-feira, 3 de março de 2014

O que é um tomista?

Por Fr. Santiago Ramírez, O. P.

       Às portas da festa do centenário da morte de Santo Tomás, seguiu-se uma restauração e um rejuvenescimento do tomismo, que todos participamos e aplaudimos, graças ao impulso gigantesco do grande Leão XIII, continuado por seus sucessores no Trono Pontifício e seguido pela docilidade e pelos esforços dos católicos de boa vontade.

       Será estéril o centenário de sua canonização? Se isto fosse verdade, deveria dizer-se que a vida e a glória devem ser buscadas no sepulcro e não nos altares. É dever dos católicos, singularmente dos de nossa Espanha, fazer fecundo este centenário com uma fecundidade maior que a passada, já que, segundo disse lindamente Leão XIII, são os espanhóis “qui memoriam adamant Doctoris Angelici et in quibus Thomistica philosophandi ratio sectatores ingeniosos et doctos omni tempore invenit”.

A EXISTÊNCIA DE DEUS - Um debate entre Bertrand Russell e o Padre F. C. Copleston, S. J.

Extraído da obra de Bertrand Russell Por Que Não Sou Cristão e Outros Ensaios sobre Religião e Assuntos Correlatos.
Tradução de Brenno Silveira - Livraria Exposição do Livro, 1972





Este debate foi, originariamente, irradiado em 1948, no Terceiro Programa da B.B.C. Foi publicado em Humanitas, número correspondente ao outono de 1948, e é aqui reimpresso com a amável permissão do Pe. Copleston. 

Aritmética Progressiva - Antônio Trajano




      Aritmética Progressiva. Curso completo teórico e prático de aritmética superior, preparado para a mocidade brasileira pelo professor Antonio Trajano.



"Rei Negro" de Coelho Neto


    Em “O rei negro”, obra publicada em 1914, é possível apreciar o estilo verborrágico de Coelho Neto. O autor traz à tona a história do protagonista Macambira, um rapaz negro escravizado que trabalha numa fazenda no interior do Rio de Janeiro. Assim, a narrativa desenrola-se, pois, no interior de uma fazenda pertencente à Manuel Gandra e à sua esposa Clara. O narrador, antes de centrar-se na história do protagonista, mostra o sofrimento dos escravos e expõe a difícil vida das cativas jovens, que sofrem abusos sexuais por parte de Júlio.


   Macambira, por seu turno, não padece, no início do romance, de nenhum tipo de sofrimento, mais violento, experimentado pelos os outros escravos da fazenda. O rapaz goza de um certo prestígio (limitado, uma vez que era um cativo) perante a família de Gandra, visto que é responsável pela entrega das mercadorias da fazenda. Esse ofício e a proximidade com os senhores faz com que Macambira seja desprezado pelos outros escravos da fazenda. Diferentemente dos outros cativos, o protagonista ignora os prazeres carnais e condena os atos luxuriosos dos escravos.



"O Grande Culpado" - Viktor Suvorov



     Neste livro, questiona-se o modo como a União Soviética agiu antes e durante a Segunda Guerra Mundial e o papel de Joseph Stálin em toda a trama. O autor estudou as facetas desse ditador, um líder obcecado pela revolução comunista internacional a qualquer preço. Viktor Suvorov baseia-se em documentos dos arquivos da ex-URSS para trazer à tona os bastidores do conflito, apontando contradições nas narrativas históricas mais célebres sobre o período da Segunda Guerra Mundial. No processo, revela o perfil de um gênio maquiavélico, um líder obcecado pela revolução comunista internacional a qualquer preço. Repleto de evidências incontestáveis, O grande culpado certamente provocará discussões entre os historiadores do mundo inteiro.


Do prefácio: "Hitler tinha uma bandeira vermelha. Stálin tinha uma bandeira vermelha. Hitler governava em nome da classe operária, e seu partido se chamava Partido dos Trabalhadores. Stálin também governava em nome da classe operária; seu sistema tinha o nome oficial de Ditadura do Proletariado. Hitler odiava a democracia e lutava contra ela. Stálin odiava a democracia e lutava contra ela. Hitler construia o socialismo. E Stálin construia o socialismo. Sob o título do socialismo, Hitler via uma sociedade sem classes. E Stálin, sob o título do socialismo, via uma sociedade sem classes. No seio das duas sociedades sem classes construídas por Hitler e Stálin floresceu a escravidão, no mais puro sentido da palavra."

"Contestação" - Por Isabel A. Ferreira

Extraído do blog Arco de Almedina
http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/12716.html



    Prefaciado pelo Dr. Mendo Castro Henriques, Professor de Filosofia Política na Universidade Católica Portuguesa, Presidente do Instituto da Democracia Portuguesa e Biógrafo oficial e membro do conselho privado de S. A. R. D. Duarte Pio de Bragança; e de João Gomes, editor de política, da Chiado Editora (a minha editora), este livro contesta o modo como a história de D. João VI foi apresentada pelo jornalista brasileiro Laurentino Gomes, no seu livro «1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil», cuja narrativa amesquinha Portugal, a Monarquia Portuguesa e os Portugueses.


     Esta CONTESTAÇÃO pretende repor o período da História contada no livro «1808», e que é altamente desprestigiante para Portugal e para os Portugueses, essencialmente para D. João VI, que apesar de não ter sido “talhado” para reinar, reinou o melhor que pôde, conservando a dinastia de Bragança e o império português, com dignidade, não se vergando ao grande e poderoso Napoleão Bonaparte, que subjugou praticamente todos os monarcas europeus da época. Tento integrar as circunstâncias dos acontecimentos históricos apresentados no «1808», no contexto da época; analiso, sem preconceitos, as acções e consequências dos actos assinalados; e realço as virtudes da alma grande portuguesa.

Documentário AGENDA



   Documentário completo mostrando a origem, formas de atuação e objetivos de movimentos revolucionários e socialistas nos EUA.

A Modernidade da Idade Média

Por Stanley L. Jaki
Publicado no periódico Modern Age 31 (Verão de 1987), pp. 207-214.
Tradução: Wagner de Souza e Cristiano de Aquino



Para a monta dos entusiastas da Modernidade tem sido a Idade Média um caro bode expiatório. Sequer suspeitam que ao fazê-lo, redigindo artigos ou ministrando aulas num contexto universitário, fornecem, em nome da surpreendente modernidade da Idade Média, três evidências.


Modernos, presumimos que quase todas as nossas atividades, entre elas as aulas, definem-se segundo uma exata divisão do tempo. Também presumimos que possuímos as ferramentas - relógios - que a torna possível. Dificilmente lembramo-nos de que foram os relógios feitos, pela primeira vez, na Idade Média.

David Berlinski: The Devil´s Delusion - Atheism and Its Scientific Pretensions


    Em "The Devil´s Delusion - Atheism and Its Scientific Pretensions", David Berlinski demonstra o argumento que não há adequadamente nada na ciência que contradiga a religião (um ponto que costumava ser amplamente reconhecido e até exaltado por escritores como SJ Gould). A maioria dos novos ateus mal entendem os argumentos mais elementares de teologia, não são logicamente consistentes, e, finalmente, grande parte da ciência se tornou bastante dogmática, como uma nova religião.

Coletânea de Estudos: Idade Média, Inquisição e Cruzadas


    Iniciaremos em nosso blog diversas postagens com listas de livros e links relacionados a um ou mais temas específicos. A primeira terá como tema a Idade Média, a Inquisição e as Cruzadas.


   Lembramos aos nossos leitores e amigos que as postagens desta série poderão ser atualizadas adicionando novos links e informações. Portanto, quem quiser saber se há alguma novidade, basta clicar no marcador "Coletâneas" e ir até a postagem desejada.

   Sugestões e links serão muito bem-vindos, basta postar na timeline de nossa página do Facebook.

Boa leitura!

Roteiro de Leitura das Obras Filosóficas de Mário Ferreira dos Santos



     Autor de uma Enciclopédia de Ciências Filosóficas e Sociais, com mais de 35 títulos, dezenas de traduções diretas do grego, do latim, do alemão e o francês, de obras do Platão, Aristóteles, Pitágoras, Nietzche, Kant, Pascal, Santo Tomás, Duns Scott, Amiel, Walt Whitman, incursionando sobre temas da filosofia clássica, escolástica, tomista, moderna e contemporânea, ainda dissertou sobre oratória e retórica, lógica e dialética, além de escrever ensaios e romances, muitos sob pseudônimos diversos.

   Estudando e lecionando silenciosamente por mais de 30 anos, desenvolveu um método particular de pesquisa, a decadialética, e criou uma filosofia própria, que denominou de Filosofia Positiva e Concreta, e que divulgou largamente em sucessivas edições de suas obras, através de editoras que constituiu e dirigiu pessoalmente, a Livraria e Editora Logos e a Editora Matese.

     Esta lista foi retirada em uma antiga comunidade do Orkut dedicada ao filósofo.

A Mulher Sem Alma

Por Régine Pernoud
Extraído da obra O Mito da Idade Média

Régine Pernoud
      Em 1975, “ano internacional da mulher”, o ritmo de referências à Idade Média tornou-se estonteante; a imagem da Idade Média, dos tempos obscuros de onde se emerge, como a Verdade de um poço, impunha-se a todos os espíritos e fornecia um tema básico para os discursos, colóquios, simpósios e seminários de todos os tipos. Como eu mencionasse, um dia, em sociedade, o nome de Eleonora de Aquitânia, obtive logo aprovações entusiásticas: “Que personagem admirável! — exclamou um dos presentes. Numa época em que as mulheres só pensavam em ter filhos...”. Eu lhe fiz uma observação sobre o fato de que Eleonora parecia haver pensado assim pois teve dez e, considerando sua personalidade, isto não poderia ter ocorrido por simples advertência. O entusiasmo tornou-se um pouco menor.

Giordano Bruno, "Mártir da Ciência"?

Entrevista com Pe. Stanley L. Jaki

Por Cosimo Baldaro e Cosimo Galasso - Revista Cristianitánº 299 (2000)


Tradução e Revisão de texto:
Márcio Barcellos, Cristiano de Aquino e Wagner de Souza


Pe. Stanley L. Jaki
      Em 16 de Fevereiro de 2000, o Liceo Clássico Antonio Cálamo de Ostuni, na província de Brindisi, em colaboração com o diretor, o professor Francesco Masciopinto, da Aliança Católica organizou uma conferência - com alarde e repercussão na mídia local - sobre o tema Giordano Bruno e Ciência Medieval: Continuidade ou Ruptura? Orientada pelo professor Stanley L. Jaki, OSB, cosmólogo e historiador da ciência, vencedor do Prêmio Lecomte du Nouy em 1970 e em 1987 do Prêmio Templeton de religião.

      Nascido em Gyar, Hungria, em 17 de agosto de 1924, com a idade de dezoito anos, entra na ordem beneditina e no dia do aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, em 13 de maio de 1944, faz a confissão religiosa. Em 29 de junho de 1948, foi ordenado sacerdote. Em 1950, obteve o doutorado em teologia pelo Pontifício Instituto de Santo Anselmo, em Roma. Transferindo-se para os Estados Unidos da América - onde adquirirá a cidadania - obtém formação em Ciências e em 1957 o doutorado em Física, com uma tese realizada sob a direção do físico austríaco Prof. Viktor Franz Hess (1883-1964), o descobridor dos raios cósmicos, Prêmio Nobel de Física em 1936 Em 1956, a prestigiada editora Herder publica uma ampla versão de sua tese de formação em Teologia: Les Tendences Nouvelles de l’Ecclésiologie, reimpressa em 1963, graças ao renovado interesse no assunto, devido ao Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), então em pleno desenvolvimento. Entre suas muitas qualificações acadêmicas, mencionam-se Doutor Honoris Causa em Filosofia, em Matemática e em Letras.

Santo Tomás de Aquino e o Problema do Mal



Texto extraído da Suma Teológica - Tomo I - Questão 49: "Da causa do mal".

Em seguida se trata da causa do mal. E, sobre este assunto, três artigos se discutem:

Art. 1 – Se o bem pode ser causa do mal.
Art. 2 – Se o sumo bem, Deus, é causa do mal.
Art. 3 – Se há um mal sumo, causa de todo mal.

"Eros and Magic In The Renaissance", de Ioan P. Couliano

Por Wagner de Souza



      É neste monumental trabalho de Ioan P. Couliano que melhor se nos revela o íntimo liame que ao equívoco erotismo renascentista ligava a magia natural. Essencialmente herético o tirocínio da magia é para Couliano uma paragonia das modernas concepções da Engenharia Social e da Psicanálise. É livro que nos convida a penetrantes ponderações acerca do sentido histórico e do valor cultural da Magia Naturalis...

"The Last Pagans Of Rome", de Alan Cameron


Por Wagner de Souza

Alan Cameron deu-nos n´esta incomparável obra de erudicção o mais vivo painel dos póstremos estertores do Paganismo. A elite culta do Cristianismo do V século, concebendo uma subtil obra de catequese e conversão, entendeu conjugar-se ao interesse pagão p´la cultura clássica, obtendo, pois, extraordinário expediente para a persuasão dos últimos pagãos que inda hesitavam. Livro inexcedível, é de imprescindível consulta para os que tencionam aniquilar todos os mitos acerca do fim do Paganismo.

"L´Époque de la Renaissance", de T. Klaniczay, E. Kushner e A. Stegmann



Por Wagner de Souza

O trabalho sistemático e minucioso de Tibor Klaniczay, Eva Kushner e André Stegmann na organização deste portentoso e instimável empreendimento, resultou n´um exemplo de dedicação e serviço às Letras, a História e a Literatura Comparada das Línguas Européias. O legítimo debate sobre o valor da Média Idade, seu alcance e significação pode apenas autorizar-se com a compulsória consulta a este trabalho.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Ciência e Mistério




Extraído da obra "Criteriologia - Uma Teoria do Conhecimento"
de Frei Pacífico de Bellevaux.


     Ciência e mistério parecem antagônicos e, entretanto, são duas noções inseparadamente vinculadas, e quem reconhece a Deus não sente a mínima dificuldade em aceitar os mistérios decorrentes da idéia de Deus.



     O que é mistério? Uma coisa impossível? Uma contradição? Uma afirmação contrária à razão? O que se aceita sem razão? Nada disto.


     O que é então? É uma verdade. Mas há duas ordens de verdades profundamente distintas e igualmente certas. A verdade percebida em sua luz direta, e a verdade conhecida numa luz reflexa, a verdade fenomenal e a verdade substancial, ou ainda a verdade dos princípios evidentes, e a verdade das conclusões legitimamente deduzidas. Ora, o mistério, em sua noção genérica, é verdade desta segunda ordem.

"O Intelectual Católico" - por Pe. Stanley L. Jaki

Por Pe. Stanley L. Jaki
Tradução: Wagner de Souza e Cristiano de Aquino


      A expressão "Intelectual Católico" parece supinamente ociosa, indicativa de alguma contradição. Não é ocioso escrever "católico" como "Católico" quando "católico" deveras corresponde a um juízo acerca do elenco universal dos valores e das realidades? E pode tal juízo verdadeiramente convir, se não for também um trabalho do intelecto?  

Falange Vermelha - Uma Retrospectiva

    Relatório do comandante Nelson Bastos Salmon, diretor do presídio da Ilha Grande durante a década de 70 quando surgiu o Comando Vermelho. Ninguém acreditou nas análises e informações apresentadas pelo militar. Em 1979, ele disse que o Comando Vermelho iria se transformar numa organização criminosa capaz de controlar presídios.


    Imagens retiradas do livro Comando Vermelho - A História secreta do Crime organizado de Carlos Amorim.


Erwin Panofsky - Arquitetura Gótica e Escolástica



   Dedicando-se ao esclarecimento da manifestação formal da catedral gótica e do manejo mutável das formas arquitetônicas no curso de seu desenvolvimento e procurando demonstrar o modo pelo qual os esquemas de pensamento escolásticos influenciaram a evolução do estilo e o manejo das formas, Panofsky deixa claro que estilo e evolução estilística não resultam da invenção de formas específicas, mas sim do manejo das formas, que é colocado numa relação causal com o pensamento de orientação escolástica.

   Erwin Panofsky (Hannover,1892 - Princeton, Nova Jérsia, 1968) foi um crítico e historiador da arte alemão, um dos principais representantes do chamado método iconológico, estudos acadêmicos em iconografia.

Barbara W. Tuchman - A Prática da História



    É uma obra atraente que demonstra o mundo de hoje mais interessado em conhecer a realidade dos fatos. Estudos e ensaios da historia sobre fatos históricos, bem como sugere o título. É uma obra escrita a partir dos anos 50, ao longo de algumas décadas, cuja leitura apaixonante, em linguagem simples e agradável, mescla o estilo de historiador com o de jornalista.

Didascálicon: Da Arte de Ler - Hugo de São Vitor



       Um mergulho na cultura da Idade Média, este é o Didascálion: da arte de ler, uma dos livros medievais mais lidos nos tempos atuais. Por ele, o leitor sintoniza-se com o universo de pensamentos humanos e divinos, que habilitavam as escolas e mentes estudantis do século XII. Pequena enciclopédia do saber e da sabedoria da época, este escrito de mestre Hugo de São Vítor emana e mantém um frescor que conforta e vivifica o homem moderno contemporâneo.

Série "Igreja Católica, Construtora da Civilização " - Legendada



    Série da EWTN apresentada pelo Historiador famoso Thomas E. Woods, autor do livro "Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental". Se perguntarmos a um estudante universitário o que sabe do contributo da Igreja Católica para a sociedade, a sua resposta talvez se resuma a uma palavra: “opressão”, por exemplo, ou “obscurantismo”. No entanto, essa palavra deveria ser “civilização”.

Filme "For the Greater Glory - The True Story of Cristiada"



    O maior número de mártires, em toda a história da Igreja Católica, vem do século XX. Entre os muitos martírios, encontramos os da Revolução Bolchevista Russa (1917), da Revolução Espanhola (1930) e o da Guerra Civil Espanhola, intitulada ‘Cristiada’ (1926-1929), na qual muitos cristãos foram martirizados.

   O filme ‘Cristiada’, rodado no México, mostra a realidade desconhecida por muitos católicos e é o filme mais assistido no país, mostrando o testemunho impressionante dos mártires.

"A Ronda dos Anjos Sensuais" de Reinaldo Moura



A RONDA DOS ANJOS SENSUAIS
Romance polêmico e intenso, escrito em 1935 pelo escritor gaúcho Reinaldo Moura


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"Mysterios" de José Severiano de Rezende



    "Mysterios" de José Severiano de Rezende 1ª edição Portuguesa de 1920.


    José Severiano de Rezende nasceu em Mariana, Minas Gerais, a 23 de janeiro de 1871 e faleceu em Paris no dia 14 de novembro de 1931. Iniciou estudos de Direito por um tempo, dedicou-se por um tempo ao sacerdócio, passando depois ao jornalismo, mudando-se para Paris onde redigia a seção “Lettres brésiliennes” do Mercure de France e onde casou-se com uma francesa. Polemista e panfletário, teria vivido na pobreza. Sua obra poética está consolidada no livro Mistérios (1920), que vão dos temas amorosos aos religiosos, além de poemas sobre animais.

"Aristo" de Rodrigo Octavio



      Raríssimo livro de 1906, considerada a primeira obra da prosa simbolista impressa no brasil com ilustrações sendo que alguns dos desenhos foram feitos por Raul Pompéia.


     "Aristo, publicado em 1889, deu ao seu author, Rodrigo Otávio, a singular precedência, o curioso ineditismo dos arautos da Idéia Nova. Antes da definitiva instauração do movimento em terras brasileiras, Rodrigo Otávio deu-nos n´esta sensibilíssima narrativa um modelo de Prosa Decadente, Symbolista, a que apenas "No Hospício" de Rocha Pombo pôde rivalizar. Pleno de intonações grandiloquentes, de modulações altissonates retiradas aos Salmos e Epinícios, "Aristo" permanecerá como o emblema d´uma literatura que nosso século, pífio e nulo, jamais tornará a produzir. " (Wagner de Souza)

"Grammatica Portugueza" de João Ribeiro


Livro de 1915 disponível para download:
"Grammatica Portugueza" de João Ribeiro

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Maquiavel Pedagogo - Pascal Bernardin



     Quais são as razões da profunda crise na escola? É possível encontrar uma espécie de vírus no gene de nossa sociedade e de nosso sistema educativo? Podemos concluir que é urgente uma redefinição do papel da escola e de suas prioridades?

   Inúmeros pais e educadores, testemunham, estupefatos, a revolução em curso. Interrogam-se sobre as profundas mutações que de forma acelerada vêm ocorrendo em nosso sistema educativo. Porém, nenhum governo, seja de direita ou de esquerda, vem à público esclarecer os fundamentos ideológicos dessas constantes reformas no ensino e tampouco se preocupam em apresentar, de forma clara, as coerências e os objetivos dos métodos adotados.