quinta-feira, 19 de novembro de 2015

"Tratado de Filosofia" e "Vocabulário de Filosofia", de Régis Jolivet



    Régis Jolivet (Lyon, 8 de Novembro de 1891 — Lyon, 4 de Agosto de 1966) foi um sacerdote e filósofo católico, da corrente neotomista, decano da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Lyon, que publicou uma vasta obra sobre a filosofia de Tomás de Aquino, para além de publicações nas áreas de antropologia, metafísica, ética e lógica. Foi especialista na filosofia tomista e de história da Filosofia.


      Foi ordenado sacerdote católico em 1914; licenciado em letras (1920); doutor em filosofia escolática (1920): doutor em letras (1929); professor de filosofia tomista no Institut Leidrade, nas Facultés catholiques de Lyon (1932), decano da Faculdade de Teologia (1938-1941).

segunda-feira, 22 de junho de 2015

G. de Vianna Kelsch - Canon Tiburtius - 1931


G. de Vianna Kelsch - Canon Tiburtius - 1931

Canon tiburtius of composition harmony and rhythm. Illustrations, with an introduction and notes in french and english (Ed. Bilíngue Francês-Inglês)


Download

domingo, 7 de junho de 2015

"Os Universais", Por Euzébio Silveira da Mota

Desembargador Euzébio Silveira da Mota
       Euzébio Silveira da Mota nasceu em 30 de Janeiro de 1847 no Paraná. Era Primo do Grande Álvares de Azevedo. Em 1866 matriculou-se na Faculdade de Direito de S. Paulo, tendo por companheiros de turma a Joaquim Nabuco, Afonso Pena e Rodrigues Alves, Ruy Barbosa e outros ilustres espíritos e formando-se em 1870. Cerca de 1871 foi nomeado Juiz Municipal em Termo da Lapa e em 1874, em Curitiba, Juiz de Direito. Foi também, de 1871 a 1874, Professor de Filosofia e Retórica do Liceu Paranaense. Elegeu-se Deputado Estadual para a Assembléia Legislativa no período de 1874-1875. Em 1866 assume o Curso de Língua Portuguesa no Paternon, colégio de estudos preparatórios de Curitiba. Em 1893, em virtude da Revolução Federalista, é sumariamente exonerado da Magistratura e entra então a exercer a advocacia. Em 1914, instado por Dario Vellozo, colaborou nas revistas Pátria, Lar, Myrthos e Acácia. E 1917 foi feito Desembargador em virtude da Lei que determinava que parte dos quadros do Superior Tribunal se preenchesse pela nomeação de advogados de grande saber. Seu passamento deu-se em 22 de Novembro de 1920. Embora nada ou muito pouco tendo redigido, Euzébio Silveira Mota foi uma das mais poderosas celebrações filosóficas de que se pode orgulhar o Brasil.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

"Natureza de Deus" - Parte 4 de 4



Por Régis Jolivet

Extraído da obra “O Deus dos Filósofos e dos Sábios

| PARTE 1 | PARTE 2 | PARTE 3 | PARTE 4 |



IV – A CRIAÇÃO E A PROVIDÊNCIA


        1) A criação do mundo. - A criação do universo por Deus está compreendida em tudo quanto acabamos de dizer. Não é, portanto, o fato da criação que está aqui em causa, mas, unicamente, o modo da criação. Falamos, evidentemente, de criação no sentido mais estrito da palavra, isto é, de produção absoluta do ser universal por Deus ou do que a tradição denomina criação ex nihilo. Devemos, porém, desde já, observar que nossa linguagem, mais uma vez e aqui mais que alhures, não serve, senão desajeitadamente, ao nosso pensamento, porquanto, por um lado, o termo “produção” evoca uma espécie de fabricação que não tem, evidentemente, nada a ver com o ato divino de criar, o qual não se exerce sobre uma matéria preexistente, como acontece as nossas produções humanas, mas faz surgir, junta e absolutamente, a matéria e as formas infinitamente variadas do mundo. Por outro lado, é falar ainda de modo impróprio, ao dizer: criação a partir do nada (ex nihilo) porque o “nada”, não sendo, exatamente, nada (não tendo o nada qualquer espécie de existência) não pode ser um ponto de partida ou um pressuposto para a atividade divina criadora. A estas dificuldades que nascem da maneira de nos exprimirmos, preciso é acrescentar as que provêm da imaginação e que conduzem a supor que a criação implica um tempo inicial. Ora, é isto um erro, porquanto a criação faz completa abstração, no que tem de essencial, da idéia de um começo temporal. Criação, com efeito, no sentido absoluto da palavra, nada mais significa que a absoluta dependência do universo, ao mesmo tempo em seu ser (ou existência) e cm tudo quanto contém em relação a Deus.

"Natureza de Deus" - Parte 3 de 4



Por Régis Jolivet
Extraído da obra “O Deus dos Filósofos e dos Sábios

|  PARTE 1  |  PARTE 2  |  PARTE 3  |  PARTE 4  |




III - A PERSONALIDADE DÍVINA


       1) Deus é Ser pessoal. - Devemos, assim, reconhecer que Deus, existindo, não pode ser senão o Ser infinito, radicalmente distinto do universo que criou e conserva por um ato de vontade livre e, por conseguinte, que Deus é um Ser que denominaremos pessoal por analogia com o que sabemos e sentimos por nós mesmos, isto é, Subsistente, Inteligente e Livre. Não se poderia compreender, como acima expusemos, com Descartes, Lagneau e Hamelin, que o Princípio do qual procedem, no universo, os sujeitos inteligentes e livres que somos, as almas sequiosas de verdade, de justiça e beleza que podemos e devemos tornar-nos, seja este Princípio alguma realidade impessoal, inconsciente e submetida a uma espécie de necessidade interior, a uma lei que o determina. Haveria, em tal caso, insuportável contradição.

terça-feira, 2 de junho de 2015

"Natureza de Deus" - Parte 2 de 4

Baruch Espinoza, designou a famosa
expressão Deus sive Natura

Por Régis Jolivet
Extraído da obra “O Deus dos Filósofos e dos Sábios”

|   PARTE 1   |   PARTE 2   |   PARTE 3   |   PARTE 4    |



II - EXAME DO PANTEÍSMO



         1) A lógica da transcendência. - Assinalaremos, desde logo, que mesmo os panteístas estão de acordo em que é preciso atribuir a Deus certa transcendência, sendo necessário distingui-lo, de alguma forma, do universo, sem o que a afirmação de Deus seria apenas verbal. Plotino e Espinosa, em particular, concordam neste ponto de vista. Podemos, portanto, a fim de discutir, frutuosamente, com os panteístas, tomar este ponto de partida, tanto, mais que é para a própria experiência que vamos apelar. Com efeito, a análise das condições da consciência moral, assim como das condições da consciência intelectual, impõe-nos a confissão de que estamos, na qualidade de indivíduos efêmeros, sou certa forma imersos em unta realidade que nos precede e sobrevive, atravessa e ultrapassa, sendo em nós princípio de vida e de movimento ascendente. Um desejo de viver fundamental que perpetua a vida da família e da espécie, um impulso sempre mais exigente para a racionalidade e a justiça, uma realização Jamais terminada mas perseguida com infatigável perseverança do conhecimento e da ciência, da moralidade e da religião, uma tendência irresistível e, não obstante todos os fracassos aparentes, sempre renascente para a elevação do espírito, assim se nos depara esta vaga profunda ante a qual, insignificantes criaturas individuais, somos apenas, na superfície do ser, imperceptíveis redemoinhos (7).